Trump conspirou para minar integridade da eleição presidencial, diz promotoria

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O ex-publisher do National Enquirer, David Pecker, depôs no julgamento criminal de Donald Trump nesta segunda-feira (22) para testemunhar sobre seu papel no que os promotores dizem ter sido um esquema para suprimir informações negativas sobre Trump antes da eleição de 2016.

No primeiro dia do julgamento, Pecker, de 72 anos, explicou os fundamentos do jornalismo de tabloide e disse que sua empresa frequentemente pagava por matérias. Ele não discutiu suas interações com Trump, mas deve retornar na terça-feira para mais questionamentos.

Pecker é a primeira testemunha no primeiro julgamento de um ex-presidente dos EUA. Os promotores de Nova York afirmam que Trump violou a lei e corrompeu a eleição ao falsificar registros comerciais para encobrir um pagamento à estrela pornô Stormy Daniels, para que ela ficasse calada.

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Trump se declarou inocente e seus advogados afirmam que ele não cometeu nenhum crime.

“Não há nada de errado em tentar influenciar uma eleição. Isso se chama democracia. Eles colocam algo sinistro nessa ideia, como se fosse um crime”, disse o advogado de Trump Todd Blanche.

Blanche falou logo depois que os promotores disseram aos jurados que Trump violou a lei ao enganar os eleitores.

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“Este caso é sobre uma conspiração e um encobrimento, uma conspiração ilegal para minar a integridade de uma eleição presidencial e, em seguida, as medidas que Donald Trump tomou para ocultar essa fraude eleitoral ilegal”, disse o promotor Matthew Colangelo.

Colangelo disse aos jurados que eles ouviriam Trump trabalhando os detalhes do esquema em conversas gravadas.

Ambos os lados fizeram suas declarações de abertura no que pode ser o único dos quatro processos criminais de Trump a ir a julgamento antes de sua revanche eleitoral de 5 de novembro contra o presidente democrata Joe Biden.

Colangelo disse aos jurados que Trump se envolveu em uma conspiração com Pecker e seu ex-advogado Michael Cohen para ajudá-lo a derrotar a democrata Hillary Clinton.

Isso incluiu pagamentos a mulheres que disseram ter tido encontros sexuais com Trump, incluindo um pagamento de 130.000 dólares à estrela pornô Stormy Daniels, em um momento em que ele estava enfrentando outras revelações de mau comportamento sexual, segundo Colangelo

Trump se declarou inocente de 34 acusações de falsificação de registros comerciais. Os promotores dizem que ele falsificou cheques e faturas para disfarçar 420.000 dólares em pagamentos a Cohen como serviços jurídicos, quando na verdade eram para reembolsá-lo pelo pagamento a Daniels. Trump nega ter tido um encontro com Daniels.

Usando gravata azul e terno azul escuro, o candidato republicano à Presidência acompanhou o depoimento de Pecker e ocasionalmente conversou com seu advogado. Um agente do Serviço Secreto, usando um fone de ouvido, sentou-se logo atrás dele.

O caso é visto por muitos especialistas jurídicos como o menos importante dos processos contra Trump. Um veredicto de culpado não o impediria de assumir o cargo se vencer a eleição, mas poderia prejudicar sua candidatura.

A pesquisa Reuters/Ipsos mostra que metade dos eleitores independentes e um em cada quatro republicanos dizem que não votariam em Trump se ele for condenado por um crime.

‘Olhos e ouvidos’

De acordo com os promotores, Pecker concordou, durante uma reunião em agosto de 2015 com Trump e Cohen, em atuar como “olhos e ouvidos” da campanha, procurando histórias negativas sobre Trump.

“Pecker não estava agindo como publisher, estava agindo como co-conspirador”, disse Colangelo.

Em 2018, a American Media, que publicava o National Enquirer, admitiu que pagou 150.000 dólares à ex-modelo da revista Playboy Karen McDougal pelos direitos de sua história sobre um caso de meses com Trump em 2006 e 2007. A American Media disse que trabalhou “em conjunto” com a campanha de Trump e nunca publicou a história.

O tabloide fez um acordo semelhante para pagar 30.000 dólares a um porteiro que estava tentando vender uma história sobre Trump supostamente ser pai de um filho fora do casamento, que se revelou falsa, segundo os promotores.

Trump disse que os pagamentos foram pessoais e não violaram a lei eleitoral. Ele também negou o caso com McDougal.

No julgamento em Nova York, Trump é acusado de registrar falsamente um reembolso a Cohen pelo pagamento a Daniels, em 2017, como uma despesa legal nos livros de sua empresa imobiliária. Os promotores dizem que ele fez isso para ocultar o fato de que o pagamento de Cohen excedeu o limite de 2.700 dólares para contribuições individuais de campanha na época.

O depoimento sobre esses pagamentos poderia ajudar os promotores a estabelecer que o pagamento de Cohen a Daniels fazia parte de um padrão mais amplo.

Os promotores planejam chamar pelo menos 20 testemunhas no total, de acordo com a equipe de defesa de Trump. O julgamento pode durar de seis a oito semanas.

O juiz Juan Merchan determinou que os promotores poderão perguntar a Trump, se ele testemunhar, sobre outros processos judiciais que concluíram que ele se envolveu em fraude comercial e difamou a escritora E. Jean Carroll depois que ela o acusou de estupro.

Trump enfrenta três outras acusações criminais decorrentes de seus esforços para reverter sua derrota nas eleições de 2020 e seu manuseio de documentos confidenciais após deixar a Casa Branca em 2021.

O ex-presidente se declarou inocente nesses casos, e ele retrata todos eles como um amplo esforço dos aliados democratas de Biden para prejudicar sua campanha.

Fonte: Externa

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