Saiba quanto tempo duram os sintomas da dengue | Brasil

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Os casos de dengue continuam subindo no Brasil. Por conta disso, é preciso ficar atentos aos sintomas da doença.

Segundo Mario Dal Poz, médico e professor do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), os sintomas da doença duram, em média, de 4 a 10 dias. O especialista explica que é possível dividir a dengue em três fases.

“Os sintomas da primeira são febre, dor de cabeça, dor nos olhos, dores musculares. A segunda fase, entre o quinto e sétimo dia, é mais crítica. Há inflamação, dor abdominal, vômito. Eventualmente pode ter sangramento — por isso essa etapa da doença era chamada de hemorrágica”, afirmou Dal Poz ao Valor.

A partir do sétimo dia os sintomas, em geral, começam a desaparecer. Em alguns casos, no entanto, podem surgir sinais de gravidade. Na “terceira fase, geralmente a partir do sétimo dia, a intensidade dos sintomas vai diminuindo. O mais comum é que com sete dias depois do primeiro sintoma o paciente esteja curado”, disse Dal Poz.

A pasta explica que todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, transmitida pela picada da fêmea de Aedes aegypti infectada. Apesar disso, os idosos e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

Quais são os sintomas da dengue clássica?

Sintomas da dengue clássica

Sintomas da dengue clássica
Febre alta (acima de 38ºC)
Dor no corpo e articulações
Dor atrás dos olhos
Mal-estar
Falta de apetite
Dor de cabeça
Manchas vermelhas no corpo

O Ministério da Saúde aponta, ainda, que a infecção por dengue também pode ser assintomática ou apresentar quadros leves.

Como se prevenir da dengue?

O governo recomenda algumas ações para se prevenir do Aedes aegypti. Confira.

  • Usar repelente;
  • Colocar tela nas janelas;
  • Tampar caixa d’água e outros reservatórios de água;
  • Higienizar bebedouros de animais de estimação;
  • Retirar folhas ou outro tipo de sujeira que pode gerar acúmulo de água nas calhas;
  • Guardar pneus em locais cobertos;
  • Guardar garrafas com a boca virada para baixo;
  • Realizar limpeza periódica em ralos, canaletas e outros tipos de escoamentos de água;
  • Limpar e retirar acúmulo de água de bandejas de ar-condicionado e de geladeiras;
  • Lavar as bordas dos recipientes que acumulam água com sabão e escova/bucha;
  • Utilizar areia nos pratos de vasos de plantas ou realizar limpeza semanal;
  • Guardar baldes com a boca virada para baixo;
  • Esticar lonas usadas para cobrir objetos, como pneus e entulhos;
  • Manter limpas as piscinas;
  • Guardar ou jogar no lixo adequado os objetos que pode acumular água;
  • Fazer inspeção em casa pelo menos uma vez por semana para encontrar possíveis focos de larvas.

A vacina foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro do ano passado. Em 2024, as doses serão distribuídas para 686 municípios. O primeiro foco da campanha de imunização serão as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A faixa etária, por sua vez, concentra o maior número de hospitalizações pela doença.

Quanto ao tratamento, Dal Poz lembra que a hidratação é fundamental. “Tem que prestar atenção na hidratação desde o primeiro dia. Se a urina fica mais escura é porque o paciente está ficando desidratado. No caso da febre alta, a pessoa tem calafrios, a temperatura do corpo diminui rapidamente. Além de uma eventual hemorragia, em mucosas da boca ou outro lugar. Esses são os sintomas em que a pessoa deve procurar imediatamente o médico. Geralmente, eles podem surgir entre o quinto e sétimo dia”, afirmou.

O médico completa que os pacientes não podem tomar aspirina ou remédios que possam provocar sangramento. “Em geral, se usa dipirona, já que ele não tem esse efeito colateral. O paciente também deve repousar”.

*Estagiária sob supervisão de Diogo Max

Fonte: Externa

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