Robinho, Daniel Alvers e apalpada no elevador: como casos de violência sexual viram ‘gatilho’ para mulheres

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Daniel Alves conseguiu o direito de pagar fiança para deixar a cadeia mesmo após condenação por estupro. Uma mulher foi apalpada por um homem em um elevador. O ex-jogador Robinho foi condenado na Itália por estupro coletivo, e o STJ decidiu que ele deve cumprir pena no Brasil.

👉 Por isso, mesmo não sendo a vítima de cada casos citados no noticiário, as mulheres se reconhecem em situações como:

Esse temor impacta como as mulheres se vestem ou se portam e até o lugar que frequentam – muitas vezes, isso é usado como justificativa para responsabilizar a vítima pelo abuso.

Referência na área de saúde mental e gênero, a pesquisadora Valeska Zanello, doutora em psicologia e professora da Universidade de Brasília (UnB), aponta que a violência de gênero é uma questão importante no desenvolvimento de doenças como ansiedade e depressão.

A revisão de uma série de estudos, publicada em 2018 e da qual ela é uma das autoras, mostra que mulheres vítimas de violência têm ainda mais chance de desenvolver transtornos mentais.

Maíra Liguori, que é presidente da Think Olga, explica que os acontecimentos recentes noticiados na mídia são como gatilhos que lembram o risco constante a que as mulheres estão sujeitas.

🚨 A vigilância tem um motivo: no Brasil, cinco mulheres são estupradas a cada hora, segundo dados do Ministério da Justiça.

Além disso, esse é um crime que vem crescendo ano a ano: foram 81 mil casos em 2023, contra 79 mil em 2022 e 72 mil em 2021.

As duas vítimas dos ex-jogadores enfrentaram uma longa batalha para verem seus agressores condenados.

A presidente do Think Olga explica que a mensagem do Judiciário nos dois casos coloca em xeque um avanço importante de ver essas denúncias serem levadas adiante.

“Antes, os agressores estavam cobertos pelo silêncio das vítimas e, agora, elas têm coragem e amparo para fazer a denúncia. Mas o que estamos vendo é uma nova agressão. Essa mulher é revitimizada quando vê o seu agressor impune”, explica.

A especialista reflete que a impunidade, no entanto, não diminuiu os progressos recentes do movimento feminista de conseguir dar visibilidade às violências sofridas por mulheres. Ela reforça ainda que é um momento de resiliência das mulheres, que lidam há décadas com a perda de direitos.

Maíra avalia que é momento de usar os espaços de fala para que as vítimas sejam ouvidas, e políticas públicas sejam adotadas para a proteção de mulheres, além de avançar no debate para impedir que pessoas possam, por exemplo, culpar as vítimas pelos crimes que sofrem.

Fonte: Externa

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