Morta por trator de Israel: a jovem que virou símbolo da luta palestina

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A notícia alarmou a jovem, que já havia se hospedado algumas vezes na casa de Samir e sua família para servir como “escudo humano” diante da ofensiva de tanques e tratores de Israel. Naquele momento, quase todas as outras casas da região já haviam sido demolidas e a residência do farmacêutico era uma das únicas ainda de pé.

Rachel seguiu para o local e, se posicionando no caminho de um trator israelense que ela acreditava estar prestes a demolir a casa de Samir, foi atropelada e morta.

Diversas testemunhas, incluindo Tom Dale, presente no dia da morte de Rachel, alegam que o soldado que operava o trator atropelou a ativista deliberadamente e classificam a ação como um crime de guerra.

“Um pouco depois das 17 horas, eu assisti a um trator israelense fabricado nos EUA, enorme e desajeitado, virar na direção da casa de Samir e sua família. Rachel, que era amiga dele, se posicionou entre o trator e a casa. Quando a escavadeira começou a se aproximar dela, formou-se uma montanha de terra na frente da lâmina do trator. À medida que o monte alcançava Rachel, ela começou a escalá-lo, lutando para manter o equilíbrio naquela terra macia, se segurando com as mãos até sua cabeça estar quase no nível da lâmina do trator. O operador deve tê-la olhado nos olhos, mas seguiu em frente e ela começou a perder o equilíbrio”. – Tom Dale, testemunha da morte de Rachel e voluntário do MSI.

Em seu relato, Tom lembrou ainda que, poucas semanas antes de sua morte, Rachel registrou em seu diário o seguinte sonho: “Estava caindo para a morte em algo empoeirado, liso e em ruínas como os penhascos de Utah [estado dos EUA], mas continuei me segurando e, quando cada novo apoio para os pés ou cabo de rocha rompia, estendia a mão ao cair e me agarrava em algo novo. Não tinha tempo de pensar em nada, apenas reagir. E eu ouvia: ‘não posso morrer, não posso morrer’, repetidas vezes na minha cabeça.'”

Repercussão e desdobramentos do caso

Após a morte de Rachel, com a repercussão internacional do caso, especialmente nos EUA, Ariel Sharon, primeiro-ministro israelense à época, prometeu ao então presidente George Bush uma investigação “completa e transparente”. Mas, tempos depois, Israel declarou que a morte da ativista teria sido um “acidente lamentável”.





Fonte: Externa

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