Mil denúncias de escravidão paradas devido a protesto de auditores

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De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), houve uma redução de 65% nas ações de enfrentamento ao trabalho escravo em fevereiro deste ano se comparado ao mesmo mês em 2023.

A maioria das denúncias se refere a atividades de safristas de curta duração que, por isso, demandam rápido atendimento.

“É importante entender que boa parte do trabalho escravo ocorre em atividades sazonais. E uma denúncia que não for averiguada em tempo útil está definitivamente perdida, ou seja, o trabalhador vai perder seus direitos e ponto. Não haverá nenhuma reparação do dano sofrido.” A avaliação foi feita à coluna por Xavier Plassat, coordenador da campanha nacional da Comissão Pastoral da Terra para a erradicação desse crime.

Ele explica que cerca de 30% dos resgatados em lavouras em 2023 foram encontrados entre janeiro e março. E dois terços dos mais de 600 escravizados na cana-de-açúcar ganharam a liberdade nos primeiros três meses do ano.

“Essa paralisação, resultado de uma mobilização justa por parte dos auditores fiscais, vai ter consequências definitivamente catastróficas, sem possibilidade de ser remendadas, porque não se recupera o que foi impossível de fiscalizar no tempo adequado”, afirma.

Esta coluna já havia adiantado, em janeiro, que auditores fiscais do trabalho que atuam no combate ao trabalho escravo estavam entregando seus cargos e que, com isso, operações de resgates de trabalhadores iriam ser suspensas na maior parte do país.





Fonte: Externa

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