Microplásticos estão associados a risco de ataque cardíaco, derrame e morte

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Entretanto, esse não é o primeiro estudo a mostrar uma ligação entre microplásticos e nanoplásticos e males à saúde. Pesquisas sugerem que parte desse dano pode ser devido à forma como os microplásticos e nanoplásticos interagem com as proteínas do corpo.

Por exemplo, algumas proteínas humanas aderem à superfície dos nanoplásticos de poliestireno, formando uma camada que envolve a nanopartícula. A formação dessa camada pode influenciar a atividade e transferência dos nanoplásticos nos órgãos humanos.

Outro estudo sugeriu que os nanoplásticos podem interagir com uma proteína chamada alfa-sinucleína, que, em estudos com ratos, demonstrou desempenhar um papel crucial na facilitação da comunicação entre as células nervosas. Esses aglomerados de nanoplásticos e proteínas podem aumentar o risco da doença de Parkinson.

Minha pesquisa publicada de doutorado com embriões de galinha descobriu que os nanoplásticos podem causar malformações congênitas devido à forma como interagem com uma proteína chamada cadherin6B. Com base nas interações que eu e outros pesquisadores observamos, essas malformações podem afetar os olhos e o tubo neural do embrião, bem como o desenvolvimento e a função do coração.

Considerando o fato de que nanoplásticos e microplásticos são encontrados na placa carotídea, agora precisamos investigar como esses plásticos chegaram a esses tecidos.

Em camundongos, foi demonstrado que os macrófagos intestinais (um tipo de glóbulo branco) podem absorver microplásticos e nanoplásticos em sua membrana celular. Talvez um mecanismo semelhante esteja ocorrendo nas artérias, já que os nanoplásticos foram identificados em amostras de macrófagos da placa carotídea.



Fonte: Externa

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