Medicamentos para HIV mostram-se promissores contra Alzheimer

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Medicamento para HIV poderia tratar ou prevenir Alzheimer, indica estudo

Uma classe de medicamentos para o HIV pode ser capaz de prevenir o aparecimento da doença de Alzheimer. A descoberta é de cientistas de Sanford Burnham Prebys, nos Estados Unidos.

O estudo, publicado na revista Pharmaceuticals, poderia ajudar milhões de pessoas em todo o mundo que sofrem da doença neurodegenerativa.

Esses medicamentos antivirais – conhecidos como inibidores nucleosídeos da transcriptase reversa (INTR) – funcionam bloqueando uma enzima que é essencial para a replicação do HIV.

Nos últimos anos, os cientistas descobriram que a atividade dessa enzima também desempenha um papel num processo chamado recombinação genética somática, que dá errado no cérebro dos pacientes com Alzheimer.

Esta descoberta levantou a possibilidade tentadora de que essas drogas poderiam funcionar no tratamento ou prevenção a doença de Alzheimer.

Se novos estudos confirmarem os resultados, estes medicamentos poderão ajudar a evitar o declínio cognitivo em indivíduos em risco

Créditos: fizkes/istock

Se novos estudos confirmarem os resultados, estes medicamentos poderão ajudar a evitar o declínio cognitivo em indivíduos em risco

Detalhes do estudo

Os cientistas vasculharam um enorme banco de dados de 225 mil solicitações médicas e de prescrição, concentrando-se em pacientes com mais de 60 anos que estariam em risco de desenvolver Alzheimer.

Eles dividiram os dados em três grupos:

  •  Pacientes HIV positivos tomando NRTIs
  • Pacientes HIV positivos que não tomam NRTIs
  • Pacientes controle HIV negativos que não tomam NRTIs

Os pesquisadores então acompanharam a incidência de novos diagnósticos de Alzheimer em cada grupo durante um período de observação de quase três anos.

Resultados

O estudo observou um padrão surpreendente: os doentes HIV sob terapêutica com INTR tinham um risco significativamente menor de desenvolver Alzheimer.

Quando os cientistas olharam mais de perto, descobriram que o efeito protetor era mais forte em pacientes que tomavam apenas NRTIs, sem uma segunda classe de medicamentos para o HIV chamados inibidores da protease.

Na verdade, os inibidores da protease pareciam neutralizar os benefícios dos NRTIs.

Embora os resultados sejam preliminares e precisem de confirmação através de ensaios clínicos, os especialistas dizem que o estudo proporciona uma prova de conceito interessante para a utilização de NRTIs para prevenir Alzheimer.

Já se sabe que os NRTIs são seguros nas populações mais idosas graças a décadas de utilização em pacientes com HIV.

Se novos estudos confirmarem a eficácia contra a doença de Alzheimer, estes medicamentos poderão ajudar a evitar o declínio cognitivo em indivíduos em risco.

O que causa Alzheimer?

O Alzheimer, uma forma comum de demência, é uma doença complexa que ainda não tem uma causa exata conhecida.

No entanto, diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, envolvendo tanto influências genéticas quanto ambientais.

Um dos principais fatores é o acúmulo de placas de proteína beta-amiloide no cérebro, que interferem na comunicação entre as células nervosas e levam à morte celular progressiva.

Além disso, em muitos casos, a doença está associada à presença de emaranhados neurofibrilares compostos por uma proteína chamada tau, que se acumula dentro das células nervosas e interrompe seu funcionamento.

Acredita-se que essas mudanças estruturais no cérebro estejam ligadas a alterações na função das células nervosas, causando danos e eventualmente levando à morte dos neurônios.

Certas variantes genéticas estão ligadas a um maior risco de desenvolver a doença, mas outros fatores, como estilo de vida, histórico médico e ambiente, também desempenham um papel importante.

Fatores de risco cardiovascular, como hipertensão arterial, diabetes, obesidade e tabagismo, também estão associados a um maior risco de desenvolvimento de Alzheimer.

Outros fatores ambientais, como exposição a toxinas ambientais, infecções virais e traumas cranianos repetidos, também foram sugeridos como possíveis contribuintes para o desenvolvimento do Alzheimer, embora a evidência científica ainda seja limitada.



Fonte: Externa

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