“Formei jovens que me subestimaram”: aprendizados dos 60+ em tech

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Eduardo Yhiroshi Matsuda, de 67 anos, fez uma transição de carreira para a tecnologia aos 40, quando foi morar no Japão em 1998.

Estimativas do IBGE apontam que seis em cada dez trabalhadores brasileiros terão mais de 45 anos de idade até 2040. A Agência Brasil também divulgou que “em 17 milhões de famílias brasileiras, o sustento econômico fica por conta de pessoas com mais de 60 anos”. Os trabalhadores com 75 anos ou mais são o grupo que mais cresce nos Estados Unidos, de acordo com o Pew Research Center.

Além dos desafios rotineiros da carreira, em algumas áreas, principalmente associadas à ideia de que a inovação está diretamente relacionada com a juventude, como é o caso da tecnologia, profissionais mais velhos sofrem com o etarismo — a discriminação com base na idade.

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Edgard de Freitas atua há 37 anos na área de tecnologia.

“Quando somos mais novos, desconsideramos a senioridade. Já formei vários jovens que no início me subestimaram e depois se tornaram meus amigos”, conta Edgard de Freitas, 60 anos, gerente de operações na NAVA Technology for Business.

Assim como Katya Ocelli da Costa, 61 anos, especialista de sistemas de ativos no Banco Mercantil, que nunca sentiu nenhum tipo de discriminação, “sempre fui acolhida nos locais por onde passei profissionalmente”. 

A troca de conhecimento entre gerações é comum para os três. “Meus colegas de equipe são todos mais jovens que eu, incluindo meu gestor, que tem 34 anos”, comenta Eduardo. “Na NAVA convivo com pessoas de várias idades e aprendo com todos”, diz Edgard. “Com meus colegas, sempre busco compartilhar minha experiência profissional e, algumas vezes, de vida”, complementa Katya.

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Katya Ocelli da Costa: “Eu já passei por muitas evoluções na tecnologia. Tive a oportunidade de usar os primeiros microcomputadores no Brasil. Toda essa experiência serviu para fortalecer minha visão de que nunca sabemos tudo.”

O desejo por continuar vivenciando os desafios e possibilidades que a tecnologia proporciona também é coletivo. Aos quase 70 anos, Eduardo matriculou-se em dois cursos, “um sobre IA e outro sobre SAP, para expandir meus conhecimentos ao máximo possível. Não penso em parar, o dinamismo da tecnologia é o que me move”.

Apesar de trabalhar com tecnologia desde 1985, Katya ainda vê na profissão motivação suficiente para seguir em frente, “eu considero ser muito importante e saudável trabalhar. Sou feliz com que faço e é um ambiente que me faz bem.”

Edgard finaliza com um conselho para seus contemporâneos e futuros colegas de profissão:  “Siga seu coração, se o que você faz ainda te alegra, mantenha-se firme. Além disso, foque no momento presente, porque o passado é imutável e o futuro ainda não existe.”



Fonte: Externa

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