‘Dizer que Bolsonaro não tem a ver com 8/1 é imbecil’, diz ministro de 64

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Almino se negou: “Agradeci, mas disse que não poderia fazer isso enquanto tantos dos meus amigos estavam exilados”.

Quando Jango morreu, em 1976, na Argentina, seu ex-ministro do Trabalho já tinha retornado ao Brasil, após passar 12 anos entre a atual Sérvia (ex-Iugoslávia), Chile, Peru e Argentina. “Foi ele que me ajudou a vencer a briga para conseguir fazer o enterro em São Borja”, lembra, agradecida, Maria Teresa Goulart.

“Os militares não queriam nos deixar cruzar a fronteira com o corpo. Nunca me esqueço do Almino, sempre leal, mas dizendo a verdade, sem puxar o saco do Jango.”

Por toda a casa, fotos da amada Lygia, companheira desde os 17 anos de idade, com quem Almino foi casado por cinco décadas Imagem: Lucas Lima/UOL

Na escrivaninha do escritório da última testemunha do golpe repousam folhas manuscritas por Almino. “É um livro que estou escrevendo sobre minha história familiar, política e de exílio”, conta. “Não sei se aguento suportar vivo até terminá-la, né?”, ri ele.

“É mais que uma autobiografia, mas muito geral. Essencialmente, tem minha história com minha mulher, com quem vivi desde os 17 anos de idade, 50 anos de casados.”





Fonte: Externa

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