Como investir com Selic a 10,75%? Veja recomendações para renda fixa, ações e fundos

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Os juros caíram de novo no Brasil, mas a renda fixa morreu? Segundo especialistas, a classe não só está viva, como oferece boas oportunidades para o investidor, enquanto a renda variável tem valor a ser destravado. O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta-feira (20) por reduzir a taxa básica de juros – a Selic – para 10,75% ao ano, mas analistas e gestores ainda valorizam a segurança dos investimentos com retornos mais previsíveis.

Rodolfo Margato, economista da XP, pontua que a postura mais rígida do comunicado do Copom, com a retirada do plural na orientação futura de cortes de juros, não muda a projeção da casa de Selic em 9% no final do ano. No entanto, reconhece um viés de alta devido às incertezas econômicas. “Chamou atenção alterações na expectativa para preços administrados, mas a inflação cheia sem mudanças. A leitura geral do comunicado é mais hawkish (pró alta de juros)”, afirma em nota.

Confira, a seguir, as recomendações para investir a partir de agora.

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Renda fixa isenta

Um mercado aquecido de debêntures, CRIs e CRAs pode explicar o apego dos especialistas pela renda fixa, mesmo diante da queda dos juros. Esses papéis, emitidos por empresas não financeiras, oferecem taxas acima dos títulos públicos e vêm ficando cada vez mais líquidos (mais fáceis de vender).

“É um momento de grande oportunidade para a entrada em emissões primárias, com aumento no número de emissões de debêntures comuns e incentivadas”, segundo Guilherme Sharovsky, investment banker da Bloxs Capital Partners. Nas debêntures incentivadas, os investidores pessoa física não precisam pagar Imposto de Renda sobre o lucro com o investimento. 

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  • Curto prazo: Sharovsky recomenda os papéis com remuneração atrelada ao CDI, já que deve seguir remuneração acima de 8% nos próximos anos”.
  • Acima de cinco anos: a indicação é focar nas debêntures atreladas ao IPCA, principalmente as incentivadas: “apesar da inflação controlada no Brasil, é sempre bom ter um componente de proteção na carteira”, diz Sharovsky . 

Marianne Moraes, gestora de crédito privado da Inter Asset, concorda com a diversificação de indexadores: “ter um portfólio indexado somente à inflação traz volatilidade à carteira, são ativos de prazos mais longos”. Ela conta que a casa “não está confortável em elevar risco no portfólio, alongando duration (velocidade de retorno do capital investido)” e prefere títulos considerados mais seguros.

Títulos públicos

O mercado segue preocupado com os gastos do governo federal, e leva “prêmio Lula” para os juros, disse nesta quarta-feira o renomado Luis Stuhlberger, sócio-fundador da Verde Asset Management. Com isso, o gestor aposta forte em títulos de inflação, nos quais vê uma “oportunidade imensa”, com destaque para o Tesouro IPCA 2035 (NTN-B 2035).

Os papéis de inflação, que pagam hoje juro real na casa dos 5,70% ao ano, reinam na preferência de diversas casas há meses. “O juro real está muito atrativo, apesar da recente melhora nos indicadores de atividade econômica”, pontua Clayton Calixto, especialista de portfólio da Santander Asset. 

Para ele, há também prêmio nos prefixados. Segundo projeção da casa, o investidor consegue hoje rentabilidade maior nesses papéis do que em pós-fixados (indexados pelo CDI) pelo mesmo tempo – desde que o vencimento seja curto.

Fundos Imobiliários

Apesar de um IFIX (índice de referência no mercado de FIIs) próximo à máxima histórica, ainda há valor a ser destravado nas cotações dos fundos imobiliários. Para Marcos Baroni, especialista em FIIs da Suno Research, “a economia real está descompassada do que está na tela, com fundos negociando imóveis acima do laudo patrimonial”. Ele explica que o valor por metro quadrado na “economia real” é maior do que o resultado que as cotações dos FIIs mostram. 

Os fundos de tijolo – que investem em ativos reais – devem performar melhor que os FIIs de papel – que investem em CRIs –, segundo Kaique Fonseca, economista e sócio da A7 Capital. Apesar de gostar dos fundos de shoppings e logística, Fonseca destaca os FIIs de lajes corporativas, principalmente os que têm imóveis nas regiões mais valorizadas de São Paulo. “Vemos reajuste nos preços dos aluguéis, transações acima dos preços vistos nos relatórios dos fundos – concordando com o argumento de Baroni –, o que deve significar dividendos maiores”. 

Ações

A Bolsa “entra cada vez mais no radar” dos investidores com a queda da Selic, mas “ainda não é o momento para migração geral”, segundo Calixto, que vê boas oportunidades na renda variável para quem escolhe bons ativos. 

O setor financeiro “ainda tem boa atratividade, com boa rentabilidade, apesar da queda da Selic”, segundo o especialista. Ele também elogia o setor de utilities, especialmente empresas de energia elétrica, que pagam bons dividendos e têm previsibilidade de receitas. A Santander Asset não tem empresas de mineração e petróleo na carteira. 

Sharovsky vê potencial para o Ibovespa nos próximos meses, abrindo espaço para investimento via ETF. Entre os setores do índice, ele destaca a construção civil, que “tende a ter momento interessante em oferta, com a queda da Selic – e dos custos para financiar projetos –, e em demanda, com políticas de incentivo do governo federal e juros mais baixos para os consumidores. 

Fundos de investimento

Para os investidores que querem diversificar os investimentos com a ajuda de gestores profissionais, os multimercados, fundos de crédito privado e fundos de infraestrutura foram citados por especialistas entrevistados pelo InfoMoney como boas opções para o momento. Para os fundos de crédito privado, Sharovsky gosta dos que investem em ativos de médio e alto risco e buscam retornos robustos. 

Moraes, da Inter Asset, lembra que em momentos de instabilidade – como classifica o atual –, “a diversificação protege o investidor e qualquer alocação direta precisa de conhecimento dos riscos”. Por isso, investir por fundos pode ser uma boa para limitar a volatilidade e os riscos da carteira. 

Fonte: Externa

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