Após primeira morte por dengue em Belém, moradores denunciam escola abandonada como criadouro de mosquito

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Moradores do bairro da Terra Firme, em Belém, denunciam o cenário de abandono da Escola Municipal Park Amazônia, que há cerca de 4 anos se tornou espaço para proliferação do mosquito da dengue, no Pará. Casos da doença já foram registrados na vizinhança e preocupa os moradores.

Segundo eles, o local está tomado por lixo, mato e água parada, se tornando propício para a criação da Aedes aegypti. A vizinhança reclama que o espaço foi fechado para reforma e desde então nenhuma obra foi realizada.

Apenas em Belém foram registrados 1.174 casos de dengue, sendo 503 confirmados, 297 descartados e 363 seguem em análise, informou a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).

Imagens realizadas com drone é possível acompanhar que o telhado dos dois prédios da escola, feitos com lages estão cobertos com água parada, acumulando bastante sujeira e limo. Veja as cenas abaixo:

Segundo a Fundação de pesquisa e desenvolvimento Oswaldo Cruz, as larvas da dengue demoram entre 7 a 10 dias para se tornar mosquitos adultos, sendo necessário a eliminação de criadouros uma ação frequente.

Porém, de acordo com os moradores a escola só recebeu uma visita da Secretária Municipal de Saúde (Sesma) que realizou alguns vistorias e não retornou novamente para acompanhar a situação no local.

Além disso, os moradores relatam os materiais que restavam da construção foram saqueados, como lousas, cadeiras e até vasos sanitários. A comunidade também sente falta dos projetos sociais que eram realizados no local e do lazer proposto as crianças do bairro.

Além do caso, foram divulgados os bairros com maior registros de dengue em Belém, entre eles três se destacam:

Sobre a escola, a Sesma informou que foi realizado no dia 14 de março o procedimento de vistoria e tratamento perifocal na Escola Parque Amazônia.

O local recebeu tratamento com a aplicação de uma camada de inseticida de ação residual nos pontos estratégicos e nos quarteirões do entorno, com o objetivo de atingir o mosquito adulto que pousar na ocasião do repouso ou da desova.

Segundo a Sesma, haverá ainda trabalhos no prédio da antiga fábrica Phebo e do terreno localizado na travessa 14 de março com técnicos e agentes de combate às endemias para verificar a existência de criadouros do Aedes aegypti.

A Sesma orienta que, em casos de síndrome febril acompanhada de pelo menos dois outros sintomas da doença (como dor de cabeça, dor muscular, dor ocular, náuseas, vômitos e manchas vermelhas na pele), a população deve procurar atendimento médico em uma unidade de saúde para avaliação inicial e classificação de risco.

O órgão municipal de Saúde também ressatou que a população pode entrar em contato pelo Disque Endemias (3251-4218), de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, para informar locais suspeitos de focos do mosquito.

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Fonte: Externa

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