65% das cidades em epidemia, vacinação lenta e 17 mortes: veja cenário atual da dengue na Bahia

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Trinta e três dias depois do registro da primeira morte de dengue na Bahia, o estado tem 272 dos 417 municípios em epidemia da doença (65% das cidades baianas) e já contabiliza 17 mortes de pacientes.

Diante desse cenário, os municípios baianos têm reforçado ações para atender o aumento de casos e, consequentemente, a pressão nos sistemas de saúde. Em Salvador, por exemplo, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) se uniu ao Exército para combater o Aedes aegypti, agente transmissor da dengue, e também da zika e chikungunya.

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Na última quinta-feira (14), a gestão do Hospital Manoel Novaes, localizado em Itabuna, cidade que não está em epidemia, revelou uma sobrecarga na unidade. O motivo foi que o número de atendimentos subiu 250%. A média de pacientes recebidos por dia passou de 50 para 125.

O Corpo de Bombeiros, em parceria com a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), também realizou ações de combate específicas nas cidades de Caculé e Barra do Choça. Até o final desta semana, a corporação ainda irá aos municípios de Belo Campo, Carinhanha, Encruzilhada, Feira da Mata e Caetité.

A região sudoeste é que mais registrou mortes pela doença neste ano. Veja a lista abaixo:

Neste ano, também foram registrados dois óbitos por chikungunya no estado. Os pacientes moravam nos municípios de Teixeira de Freitas e Ipiaú. Nenhum óbito por Zika foi confirmado até o momento.

Até sábado (16), foram notificados 5.186 casos prováveis de chikungunya no estado. Já os casos prováveis de zika são 654.

👉 272 municípios da Bahia estão em estado de epidemia de dengue.

👉 Outras 34 cidades estão em risco e sete em alerta.

👉 São 62.478 casos prováveis da doença até o dia 16 de março de 2024. No mesmo período de 2023, foram notificados 12.479 casos prováveis, o que representa um incremento de 400,7%.

👉 A Bahia possui um índice de letalidade por dengue girando em torno de 1,47%, enquanto a média nacional é de 3,09%. O cálculo é feito com base nos casos notificados que evoluem para a forma grave da doença.

A Secretaria da Saúde da Bahia tem alertado os municípios para a necessidade de ampliação do horário de funcionamento de unidades básicas de saúde (UBS).

De acordo com a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, estão sendo enviados ofícios para as prefeituras pontuando a importância de as unidades básicas estarem prontas para dar assistência àqueles com sintomas de dengue e em horário estendido.

O Governo da Bahia informou que investiu mais de R$ 19 milhões no combate à dengue, através de aquisição de novos carros de fumacês, distribuição de aproximadamente 12 mil kits para os agentes de Combate às Endemias, além de apoio para intensificação dos mutirões de limpeza com o auxílio das forças de segurança e emergência e aquisição de medicamentos e insumos.

A Sesab ainda tem promovido ações de teleconsultoria para auxiliar o manejo clínico dos pacientes na atenção básica.

Conforme os dados divulgados pela Sesab, 72.114 pessoas das 170 mil pessoas que fazem parte do público-alvo (criança com idades entre 10 e 14 anos) se vacinaram contra a doença até segunda-feira (18). A secretaria Roberta Santana avaliou que a imunização contra a doença ainda está em ritmo lento.

“Precisamos de um maior empenho da nossa população para que os adolescentes possam receber as doses da vacina. É de fácil acesso, de graça e protege uma faixa etária que, de acordo com os estudos do Ministério da Saúde, tem sido a mais afetada nos últimos anos”.

🌡️ A dengue causa febre alta e repentina, dores no corpo, manchas vermelhas na pele, vômito e diarreia, resultando em desidratação.

🚨 Ao apresentar estes sintomas, o morador deve procurar uma das unidades de saúde da cidade para atendimento médico, segundo a Secretaria de Saúde.

Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.

Fonte: Externa

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